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Alagoano Dida vestiu a camisa dez da Seleção Brasileira em algumas partidas - Esportes Aqui

Alagoas

10/07/2020 às 05h24 - Atualizada em 10/07/2020 às 05h24

Alagoano Dida vestiu a camisa dez da Seleção Brasileira em algumas partidas

Robson Lessa
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FONTE: Robson Lessa/CBF

Alagoano Dida foi campeão mundial com o Brasil em 1958. Foto CBF

A camisa 10 da Seleção Brasileira já passou por muita gente ao longo de sua história. Antes mesmo de Pelé eternizar o número, outro personagem deixou sua marca com ela.

Edvaldo Alves de Santa Rosa, o Dida, é u Um nome que até pode passar batido para as novas gerações, mas que foi inspiração para grandes ídolos, como Zico, e revolucionou o futebol brasileiro.

Presente no elenco campeão da Copa do Mundo de 1958 e reconhecido com o segundo maior artilheiro do Flamengo, com 264 gols, o meia Dida foi o pioneiro de grandes talentos alagoanos, como Marta, Aloísio Chulapa, Cleiton Xavier.

O garoto Dida nasceu em Alagoas no dia 26 de março de 1934, em uma família simples de doze filhos, e começou a trilhar seus primeiros passos no futebol do CSA, no começo da década de 50. Já ganhando destaque no Azulão, sendo bicampeão do estadual, Dida foi convocado para a seleção de Alagoas em 1953. Na época, existia um torneio entre os estados brasileiros e, foi justamente em um confronto entre as equipes de Alagoas e Paraíba que o meia-atacante chamou a atenção de olheiros cariocas. Era chegada a hora de se despedir do bairro de Mutange e balançar as redes de um lugar bastante conhecido: a Gávea.

Aos 20 anos de idade, em 1954, Dida passou a defender o Flamengo. A admiração pelo Rubro-Negro carioca já existia muito antes, na infância, quando ele colecionava peças de futebol de botão com o escudo do Flamengo, junto com os seus irmãos. A confiança do técnico paraguaio Fleitas Solich em Dida foi sendo conquistada aos poucos, e ele só passou a integrar de vez a equipe principal no ano seguinte, na defesa do título estadual. Aliás, esta edição do Campeonato Carioca foi a que alavancou a carreira de Dida, afinal, ele tinha o peso de substituir os craques Leônidas da Silva e Zizinho, ídolos do clube nas décadas de 1930 e 1940, mas o atleta deu conta do recado. Todos os adversários entravam em campo apreensivos, pois teriam que dominar o ataque de Dida, que raramente não aproveitava uma oportunidade de marcar um gol.

Seu alto rendimento na Gávea despertou o interesse de Vicente Feola, técnico da Seleção Brasileira, e Dida foi convocado para os jogos da véspera da Copa do Mundo de 1958. Logo na estreia, vestiu a camisa 10 e marcou um gol de letra no triunfo por 5 a 1 sobre o Paraguai. O alagoano manteve a boa sequência nos amistosos seguintes e foi convocado para o Mundial na Suécia. O ídolo rubro-negro foi titular em parte da competição e ajudou na conquista da primeira estrela da Seleção. Na sequência, a frequência em convocações caiu, algumas por conta de lesões, e seu último jogo com a Amarelinha foi em 1961.

Quem foi Dida?

“Dida foi uma grande referência. Um ídolo, não só para mim, mas como para toda a minha família. Segundo os meus pais, uma das minhas primeiras palavras foi ‘Dida’ e eu tive o privilégio de vê-lo jogar no Flamengo e de reencontrá-lo lá quando ele treinava a base. Ele foi um cara que toda a torcida do Flamengo tem um carinho especial.” - Zico

“Dida foi um goleador extraordinário. Quando jogávamos contra o Flamengo tínhamos grande preocupação com o ataque justamente por causa do Dida. Não podia dar mole porque ele fazia gol facilmente!” - Pepe

“O Flamengo sempre foi um celeiro de craques. De lá, sempre saíram grandes atacantes. E o Dida está no topo desta lista.” - Mengálvio

DIDA (1934-2002)

Atacante da Seleção Brasileira entre 1958 e 1961

Estatísticas: oito jogos, 7 vitórias e 1 empate

Títulos: Copa do Mundo de 1958, Taça Oswaldo Cruz 1958

Gols: 5







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